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Espaço de reflexões e compartilhamento de ideias!

domingo, 25 de março de 2012

Apois e Iapois: algumas notas!

Como parte da discussão no minicurso: “The Portuguese Answering System: Afirmation, Negation and Denial que participei “clandestinamente” em congresso em São Paulo, comentários foram feitos acerca da sentença lingüístico-regional “Apois” e “Iapois” Pudemos verificar a partir dos mesmos que o “iapois”, é pronunciado em Alagoas, interior de Minas e Sudoeste da Bahia. O meu amigo e pesquisador Bruno Rodrigues, concluiu algumas particularidades da sentença: “ No entanto, eles me disseram que ‘iapois’ não ocorre, ou seja, provavelmente esse termo/expressão não é resultado de ‘E pois’ como aqui entre nós (Alagoas): e pois > eapois > iapois > iapoi”. Mais pode ser visto em seu blog, no link a seguir: http://www.linguanamadrugada.com.br/2012/02/notas-sobre-iapois/

Buscando mais informações sobre as sentenças e suas possíveis diferenças de significados entre os estados/regiões, busquei fazer uma mini-entrevista com amigos que moram nestes lugares. E acrescentei mais um estado: Pernambuco. As informações contidas sobre Alagoas podem ser claramente apresentadas com o próprio Bruno em seu blog. A seguir, alguns breves resultados com pessoas de Manhumirim (Minas Gerais), Olinda (Pernambuco) e Vitória da Conquista (Bahia). Eis:

•    Manhumirim – Interior de Minas Gerais:
Essa cidade fica no Leste de Minas, mas também é pronunciada pelo menos uma das sentenças, que no caso é “Iapois”, só que lá diferentemente da dicotomia Afirmação/Confirmação empregado muito nos outros lugares, nesta cidade o vocábulo tem como atributo outra carga semântica. Qual? A de Advérbio de Tempo. Qual? Depois. Exemplos:

- Iapois eu vou comer!
- Tu vais jogar futebol  hoje? – Iapois de estudar irei!

Foi também fornecido a mim como informação, que uma derivação (?) está sendo muito utilizada lá também, o “Iarroi”, que no caso, está sendo aplicado com a função sinonímica de “e então..” .
- Iarroi! Você vai conosco mesmo?

Eles fizeram isso, iarroi, sumiram!
Muitas informações sobre outras palavras, expressões desta cidade e de outras cidades de Minas foram passadas, num post breve eu compartilho.

•    Vitória da Conquista – Bahia
Nesta cidade do Sudoeste da Bahia, a pronúncia feita é “Apois”, só que nem todos os moradores falam dessa maneira, sendo o “pois é” o mais utilizado. E um dado interessante, há uma grande influência do regionalismo na literatura para aqueles que falam “apois”, eis o motivo de não ser tão comum na cidade. Estudantes universitários, professores e uma parte pequena da população (creio que os leitores) utilizam em seu linguajar na tentativa de criar um “ethos”, mas são raros os momentos e nada usual. Uma grande ressalva a se fazer também é a proximidade geográfica do sul de minas e o sudoeste da Bahia (Vitória da Conquista) e a presença dos mineiros na cidade baiana.
Então, a significação de “Apois” está para a mesma de “Pois, é” relacionando-se mais a concordância, pois não pode responder “pois é” para uma pergunta que exige um sim ou um não, como nos exemplos dados pela entrevistada:

Sentido errado:
- Você gosta de ler? – Apois (caso a resposta fosse sim)
- Você pode fazer isso? – Apois (caso a resposta fosse não)

Sentido Correto:
- O filme foi muito bom! – Apois!
- Estamos atrasados para aula! – Apois, vamos logo então!
Mudando apenas o léxico, “Apois” lá está sendo substituído por “Apôs” sem interferir em sua significação na região.

•    Olinda – Pernambuco
Nesta cidade, segundo a entrevista, tanto o termo “Apois” que equivale a “então”, quanto o termo “Iapois”, que equivale a “aham”, “pois é” dando Afirmação/confirmação são utilizados. Isso na região metropolitana, nas cidades do interior pernambucano ela não sabe. Num dos exemplos, ela demonstrou o seguinte:

"Apois ela disse que saiu mais cedo?" / "Então ela disse que chegou mais cedo?"
" - Ela saiu cedo então? / - Ela saiu cedo apois?"

E no caso de concordância dando respostas positivas, a expressão indica a possibilidade de Afirmação/confirmação. Seria/estaria associado ao concordar com o famoso “Aham”, tão utilizado pelas pessoas.
     Você gosta de picolé de siriguela?/ - Iapois!
     O Jon Bon Jovi é um fofo? (kkk)/ Iapois, ele é!

Logo, os dois casos podem ser utilizados num só contexto, como em:
  - Apois você gosta do Bon Jovi?  - Iapois
  - Então você gosta do Bon Jovi?  - Aham

As regiões metropolitanas do Recife abrangem as cidades de Olinda, Paulista, Jaboatão, Itamaracá e Cabo de Santo Agostinho. Espero ter contribuído um pouco sobre a temática que é tão interessante para nossa língua!

quinta-feira, 8 de março de 2012

No final do dia, é sempre tudo por elas!

 Neste dia internacional da mulher, minha homenagem será baseada naquilo que eu aprendi ao longo da minha trajetória com elas. Por quê? Simplesmente porque o ser mais importante e especial da minha vida é uma mulher. Ao longo de oito anos de ensino fundamental somente foram elas que me ensinaram. Porque minha inspiração e primeiro incentivo no mundo das letras foram delas, assim como também minha primeira oportunidade de lecionar. Porque é uma mulher a pessoa que nunca desistiu de mim e que sempre me ajudou quando eu precisei. E foi uma mulher que fez eu aprender a ser um homem de verdade e não brincar com sentimentos alheios.

E neste período todo, sempre foram elas o centro de tudo. E são elas os seres mais fortes deste universo (e lindos também). Mulher é sinônimo de vitórias e a certeza de amor compartilhado, afinal, qual ser no mundo exala tanta afetividade quanto a mulher? Mulher é uma benção de Deus, uma virtude da vida. Paro e lembro dos tempos de criança, do ensino fundamental e todo apoio e mimo das professoras. De todas as piadas e mensagens de afeto da venderora de cocada da escola (Dona Martinha). Lembro das primeiras palavras de incentivo e futuro bom, ano 2000, professora Josenete sussurando aos meus ouvidos: - Você vai ser brilhante, apenas trate de seguir nos caminhos retos". Queria eu poder entender aquilo e obedecê-la. A única vez que eu fui para a diretoria de uma escola foi por culpa de quem? De uma mulher! E eu agradeço muito por isso, aquela disciplina me fez ter vergonha na cara!

A minha mãe é indescrítivel, a maior mulher na minha vida. O meu exemplo diário, a minha rainha! 
Minha irmã é a minha força, minha vontade de um dia poder retribuir toda a ajuda, todo reconhecimento.
A professora Marília é o meu "puxão de orelha" pelas besteiras que falo ou cometo, rs, uma linda mulher que é exemplo pra mim!
Professoras Eneida, Luciane, Elaine. Compartilhei grandes momentos, minhas inspirações no mundo das letras, da pesquisa. Sempre vou agradecer a Deus pela oportunidade e prazer de ter sido aluno delas.
Thayane Trakinas, Danyelle Rocha, Paula Jaianir, Carolina Carvalho, Jádi Gomes, Viviane Mota, Elianne Saio, Amanda Oliveira: Não me fazem sorrir nenhum um pouco :p  Lindas e admiráveis. Meninas muito inteligentes e de valores que nunca vi em ser algum.
Estou conhecendo aos poucos uma que na verdade eu já conheço há muito tempo, rs. história longa e que me faz pensar que nunca é cedo ou tarde demais para se fazer o bem: um beijo Letícia Furtado!!!

São muitas mulheres para falar, estou rodeado delas (graças a Deus por isso), todo dia é dia da mulher. Queria poder abraçar bem forte cada uma (nem minha mãe nã dá, foi achar de viajar pra namorar, rsrs vê se pode!), mas fica meu eterno apreço e gratidão por cada uma.

domingo, 4 de março de 2012

Educação a Distância (EAD)


  A democratização da internet e o fácil acesso da sociedade em usar os seus benefícios e recursos, contribuíram bastante para os avanços do processo de comunicação. Quando se trata de Educação a Distância (EAD) – termo que não é necessariamente novo, visto que apenas se aperfeiçoou – as facilidades que a internet trouxe ajudaram muito no processo ensino/educação/aprendizagem. Os termos “presença e distância” ganham novas atribuições de sentidos (o presencial se virtualiza e a distância se presencializa), assim, os encontros em um mesmo espaço físico se combinam com os encontros virtuais, a distância, através da Internet.

Levando-se em consideração as grandes jornadas de trabalho das pessoas e sua falta de tempo para frequentarem salas de aulas para fazer algum curso de especialização profissional, a EAD fortaleceu bastante a disseminação do conhecimento de maneira mais ampla (e barata), com resultados tão bons quando na Educação Presencial. Tirando como exemplo, uma pessoa que trabalha o dia todo, e ainda tem faculdade à noite, complementar sua formação com um curso a mais na “Modalidade a Distância”, em um horário acessível, como nos fins de semana. A internet abre um horizonte inimaginável de opções para implementação de cursos a distância e de flexibilização dos presenciais. Pelo desenvolvimento da rede é possível disponibilizar, pesquisar e organizar em uma página WEB conteúdos, interligados por palavras-chave, links, sons e imagens e utilizar ferramentas de colaboração como correio eletrônico, fóruns de discussão e outras mídias que favorecem a construção de comunidades virtuais de aprendizagem. 
 
O crescimento da EAD é eminente, mas, ainda é visto da forma como uma educação de menor qualidade. A presença do professor em sala para diálogos e trocas de experiências no momento exato do processo é o principal argumento para os posicionamentos contra esta modalidade. Deve-se entender que a EAD não surgiu para extinguir os cursos de modalidades presenciais, pelo contrário, tem sua principal característica contribuir e ser uma alternativa a mais para quem quer aligeirar os estudos e não dispõe de tempo para frequentar um curso regular. É importante ressaltar também que nenhum curso a distância tem seu planejamento curricular feito de maneira aleatória e irresponsável. Há toda uma sistemática que visa dar qualidade ao que é oferecido a população.A produção dos materiais didáticos utilizados em EAD é rigorosamente planejada. Eles são confeccionados passando por diferentes equipes, como a de professores dedicados aos conteúdos, equipe de comunicação, especialistas em EAD, até chegarem a forma final.

A desmitificação da EAD é importante para que haja uma divulgação ainda maior, de forma a explicitar suas características e suas vantagens. Desta forma, as pessoas podem a entendê-la melhor e aceitá-la como uma metodologia de ensino que promove a igualdade de oportunidades por permitir que qualquer um estude nas horas de sua conveniência; em locais que lhes convêm, não gastando tempo e dinheiro em locomoção; sem falar que o estudo é muito objetivo e a aprendizagem muito eficiente por conta de materiais de alta qualidade, disponibilizados a todos de maneira igual.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Parabéns, Livro Didático!

 "Um país se faz com homens e livros." - Monteiro Lobato

"O pior analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê." - Mário Quintana

"A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados." - René Descartes

"A companhia dos livros dispensa com grande vantagem a dos homens." - Marquês de Maricá

 A postagem de hoje é dedicada ao principal instrumento de apoio pedagógico fundamental para o bom trabalho do professor e aprendizado/desenvolvimento do aluno: O livro. Embora estejamos na era da informática, o livro ainda é essencial e faz muita diferença na formação de uma criança. Contribue no processo de ensino/aprendizagem da leitura, é ele que faz as crianças viajarem num mundo de aventuras fantásticas que as encantam. Na verdade, não só as crianças, jovens e adultos também embarcam nesse mundo maravilhoso da leitura.

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Affonso Romano de Santana, que também é escritor e crítico literário diz que,  "O livro é a principal fonte de acesso à leitura e à cultura letrada, agem como vetores de criação, informação e educação, permitem que cada cultura possa imprimir seus traços essenciais e, ao mesmo tempo, ler a identidade de outras. Janela para a diversidade cultural e ponte entre as civilizações, além do tempo e do espaço, o livro é ao mesmo tempo fonte de diálogo, instrumento de intercâmbio e semente do desenvolvimento". Esta importância, creio eu, está atrelada ao funcionamento da transmissão de conhecimento que o livro proporciona, na maneira como ele fortalece o desenvolvimento de capacidades e competências, e também, consolida e avalia o conteúdo estudado. 

Na esfera pública, este recurso didático é fornecido gratuitamente aos estudantes pelo Estado. Mesmo assim, há lugares mais distantes, onde a operação de distribuição destes materiais ainda não chegaram. O que ainda é lamentável pois, esta distruibuição tem que chegar das cidades mais modernas às mais pobres e distantes. Como política pública, devemos manter a posição de vigilância e avaliação críticas, para melhorá-lo ainda mais, aperfeiçoando o conteúdo e a forma dos livros, seus usos e durabilidade, integrando-os com outros recursos tecnológicos e com a formação dos professores. Claro que o professor não vai somente se prender a ele, como diz a estudante de Letras, Ana Cristina, da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda: "O livro é um recurso de apoio pedagógico importante, para professores e estudantes, mas o professor tem que ter a liberdade de escolhê-lo, pois, o uso exclusivo dele, tira a autonomia do professor em aula. Além disso, deve ser um material bem selecionado".

 Uma escola de qualidade precisa de livros, em quantidade e com qualidade. Assim como precisa de professores bem formados e bem remunerados. Estimulados e estimulantes. Com a comemoração de uma vitória de nossa capacidade gerencial, técnica e política, é hora de pensarmos à frente. De darmos um passo além. É hora de pensarmos a escola nacional. Uma escola que siga padrões de qualidade igual em todo o país. Com recursos e remuneração garantida pela União e gerenciada localmente, com a participação de professores, estudantes e comunidade. Nós podemos!

Agradeço a colaboração do competente professor Affonso Romano de Santana e da linda de Olinda, Ana Cristina, fã da Madonna, rs!
Abaixo, dois links que vocês acharão interessante:

- (Não) Convém riscar um livro!
http://www.linguanamadrugada.com.br/2012/02/riscar-um-livro/

- Os 55 melhores livros para o seu filho.
www.revistacrescer.globo.com

Parabéns, Livro Didático!!!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sobre a "A viúva do Maranhão" e o mito do português bem falado!

Sabemos que a língua não é um fato social homogêneo e que suas peculiaridades não são absolutas. Ao longo dos anos, a língua sofreu (e ainda sofre) processos de mudanças no que tange a fala e a escrita. São mudanças que constituem e fortalecem a ideia de que a língua é mutável e agregadora de novas tendências (orais, escritas, simbólicas) que ajudam no seu próprio processo de evolução. Vários são os aspectos que diferenciam um jeito de falar de determinadas regiões de um mesmo país. Estes aspectos podem ser sociais, culturais, políticos e dialetais (lê-se também como linguísticos). Segundo o Cagliari (1996) podemos entender como dialeto, a modalidade de uma língua caracterizada por determinadas peculiaridades fonéticas, gramaticais ou regionais.

O Brasil teve uma forte e heterogênea força no processo de constituição de sua língua. Além da participação ativa de falantes do português europeu que por décadas colonizou nosso país, tivemos também a contribuição dos indígenas que aqui já estavam. Participaram também nesta formação, os africanos que aqui estiveram como escravos, em suas moradias, quilombos, prisões, formaram comunidades que enriqueceram a língua portuguesa. Além destes, espanhóis, holandeses, franceses, italianos, alemães, árabes, asiáticos, ingleses, dentre outros, formaram comunidades linguísticas independentes no Brasil nos mais diferentes estados de todas as regiões do país.

Por que deste post?
A imagem de que fazemos parte do estado que mais bem fala o português no Brasil ainda é forte, principalmente para as pessoas de fora do Maranhão. Lembro de um professor que tive, ministrava fonética e fonologia, é gaúcho, nos falou que viera ao Maranhão justamente entender o porquê deste título. Com dois anos morando na ilha e pesquisando em alguns interiores, não conseguiu verficar e comprovar a coroação que nos foi dada. A única explicação para isso de termos o português mais bem falado do Brasil, se dá pelo fato de nós maranhenses, supostamente empregarmos no ato da fala, a segunda pessoa do singular (tu) corretamente com o verbo. Exemplo:

tu falas - tu escreves - tu foste

Ontem, no episódio da série "As brasileiras", que tinha como capítulo, "A viúva do Maranhão", pôde-se perceber a ratificação deste "mérito" dos maranhenses. Até de forma exagerada eu diria. Agora, será mesmo que o que foi mostrado pela série faz parte da identidade do maranhense? Duvido muito!
Por quê? Primeiro porque tenho 22 anos, e nesta minha trajetória de vida nunca pude perceber alguém que empregasse o pronome com o verbo adequado normativamente. Na verdade, apenas uma pessoa, uma amiga de ensino médio, achava lindo! Aí questionam: "depende da classe com que você conviveu". E digo, convivi com todas, das menos favorecidas até os famosos filhinhos de papai. Não vi isso no bairro que eu moro, nas minhas escolas de ensino fundamental e médio, na faculdade (privada, aliás), nas escolas onde trabalho, com meus colegas de profissão, e nem nos interiores que já conheci. Nem meus professores da faculdade ou das outras instituições.

Segundo, me apego ao estudo científico. O professor Marcos Bagno, em seu livro "Preconceito Linguístico. O que é, como se faz" (2002), enumera 8 mitos da nossa língua. No Mito nº 5 – O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão, diz ser este um mito sem nenhuma fundamentação científica, uma vez que nenhuma variedade, nacional, regional ou local seja intrinsecamente " melhor" , " mais pura" , " mais bonita" , "mais correta" do que outra.

O capítulo foi muito engraçado e muito bem produzido. Aliás, parabenizo a produção por valorizar o que temos de bonito na cidade. O único deslize foi nisso, nesse exagero linguístico que foi mostrado, se houve uma orientação para isso, foi muito ruim, se não, que procurem buscar na próxima vez. Se houver uma próxima vez. Abraços

Obs: Se você não viu o capítulo, eis o link abaixo da primeira parte, depois é só clicar nas outras partes.

REFERÊNCIAS
BAGNO, Marcos. Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo – SP, Edições Loyola, 2002, 18 ed.
CAGLIARI, Luiz. Alfabetização e lingüística. São Paulo: Scipione, 1996.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eitaa...

São Paulo foi uma experiência maravilhosa. Apesar de toda agitação histórica de que é a cidade, não tem como não se encantar com a terra da garoa. Primeiro pelo fato dela proporcionar diversos programas para diversão. Segundo pelas pessoas, muito hospitaleiras, e lindas! Além do congresso, obviamente, posso declarar emocionadamente sobre o prazer de conhecer tanta gente legal. A minha companheira de viagem, a Thayane Soares foi a condutora de tudo, primeiro porque foi ela quem me convidou para o evento, segundo porque foi ela quem me apresentou o Bruno Rodrigues. Ele? Ahh, um alagoano fora de série, inteligente, divertido e super alto astral. Vou sentir falta das risadas diárias (ou melhor seria dizer, horárias, kkk). Ele quem nos apresentou a Livia Marinho Albuquerque. Alagoas só fabrica gente bonita e legal, é? kkk Linda linda linda e claro, super gente fina! Em nosso alojamento, um Hostel super agradável e com um atendimento nota 10, também conhecemos o Danilo Valderrama Banzatto e o Carlos Eduardo Bonazza, caras super gente boa! Ainda tivemos o prazer também de poder compartilhar, ainda que poucos, bons momentos com a Lia Girão, o Jorge, e o Médico de Pernambuco que esqueci o nome, kkk! Espero muito em breve poder voltar à São Paulo, poder conhecer aquilo que ainda falta. E vocês, cada um, quando virem pra ilha do amor, saibam que já têm casa, comida e roupa lavada....Abraçoos! \o/

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mentiras

Aqui em São Paulo, visitei o Museu da Língua Portuguesa e, estava aberta ainda a exposição "O culpado de tudo", em homenagem ao Oswald de Andrade e a semana de 22 (era pra ter encerrado no dia 27 de janeiro). Em uma das sessões, meio que um panorama histórico histórico da biografia dele e da Semana de Arte Moderna, havia uma poesia chamada "Eu menti", do próprio, onde é descrita uma espécie de confissão de vida e no final, ele diz que tudo é mentira, sua vida, sua obra, sua existência.

Nisto, me deparo com várias situações em que tive que mentir para escapar de algum problema, pra deixar as pessoas que gosto feliz ou pra propriamente me deixar feliz. Além disso, meu serial killer favorito, é o rei das mentiras, caso contrário ele estaria bem ferrado. Como todos na vida, eu minto. De verdade. Com toda a sinceridade do meu corpo, eu minto. Minto verdades o tempo todo. Aqui, você me conhece por inteiro a partir das minhas mentiras. Elas que contam quem eu realmente sou, ou não sou. Essa é a unica forma que consigo ser sincero, nas entrelinhas de mim mesmo. Quem entendeu, desconfie. Quem não entendeu, acredite nas mentiras da mesma forma que eu. Mas nunca acredite no que eu digo. Porque eu já me perdi há muito tempo nessa linha entre ficção e realidade. E essa é a mais pura verdade.