Entre, puxe uma cadeira e sinta-se em casa

Espaço de reflexões e compartilhamento de ideias!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rio


Vou aproveitar a deixa do post no blog de minha amiga Perla Alvez (Graduanda do 6º período de Letras) de suas idéias, ela faz comentários acerca do filme “Rio”, vou seguir seus pressupostos e acrescentar umas inferências que eu tive quando assisti ao filme.

Sem dúvidas alguma, o filme é muito fofo, engraçado, o gráfico é ótimo e vale a pena assistir, pra quem gosta do gênero é um prato cheio a criançada deve ter adorado. Inclusive obteve grandes marcas quanto à arrecadação financeira, muitas pessoas assistiram e gerou muitos lucros. Mas, o que está em questão aqui são os valores do filme, no discurso ideológico que o filme transmite, principalmente à cidade que leva o seu nome.

Qual a intenção de divulgar a cidade maravilhosa fazendo-se um paralelismo com os Estados Unidos? O filme começa no Rio de janeiro, tem seu desenrolar na cidade e encerra-se na mesma. O mais interessante é que apenas uma personagem é americana, justamente a que fica mais horrorizada com a cidade.

Carnaval, futebol e mulher pelada? Já está estigmatizado que somos o país do carnaval, mas, entendam, não somos 100% da população que gosta deste tipo de manifestação. Eu pelo menos odeio o carnaval, gosto de samba, mas o samba que eu gosto não tem nada a ver com carnaval. Assim também como não gosto de bumba-meu-boi, apesar de morar no estado referência desta cultura no Brasil. Teve um jogador francês que na copa de 2006 disse que no Brasil as pessoas são boas no futebol, mas em compensação, são poucos intelectuais. Dentro do futebol, isto é verdade, a maioria dos jogadores sequer sabem escrever, isto não vem ao caso, somos o país do futebol, mas, existem coisas além do futebol.

A menina personagem do filme (a dona do blue) fica perplexa ao ver uma mulher semi - nua na rua, não sabendo que é carnaval. É isso mesmo que é nosso Brasil? Mulher pelada? A nova propaganda da Havaianas é engraçada, mas, é preconceituosa, tem o mesmo discurso que é transmitido no filme, que nosso país é o top em bundas de fora. Os argentinos em seu mais famoso jornal já cutucaram nosso país, os europeus, os americanos. Muito mais do que as belezas naturais do Brasil, os homens europeus vem atrás de “outras belezas naturais” aqui em nosso país, inclusive já existe até um guia turístico pra isso.

Ladrões! Os vilões do filme são ladrões cariocas (do morro, ressalto). O mais detalhador é o personagem mirim, menino de rua que acaba entrando no crime, acompanhado dos macaquinhos larápios. E agora um blog americano que diz que os jogos de 2014 e 2016 no Rio de Janeiro serão os “jogos mortais”, um retrato que abona a imagem de uma cidade tão linda, a mais linda do mundo.
Eu não gosto de carnaval, amo futebol, o filme é legal, mas isso são coisas que não devem passar despercebidas. Afinal, brasileiro gosta de rir de suas próprias desgraças mesmo.

sábado, 7 de maio de 2011

Minha casa

Não, eu não irei falar de casa etimologicamente, falarei de casa seguindo a visão do fenomenologista francês Gaston Bachelard. Em sua obra "A poética do espaço" ele compara uma casa (e suas partes) a lugares que revelam o íntimo do ser humano. A casa num todo para ele é como um ninho, um lugar de conforto e aconchego onde a pessoa sente-se segura. A casa revela o que a pessoa é. A casa é o espelho da pessoa. E concordo com ele, não há lugar melhor para se descansar, refletir, sentir-se seguro.

A minha mãe é a minha casa, sim, o seu abraço, o seu amor, seu carinho, seus conselhos, são alguns dos fundamentos que edificaram meu ser e tudo o que eu sou, devo infinitamente a ela.

A minha mãe é maravilhosa gente!

Ah, ela é toda feminina, toda vaidosa, cheirosa, dá vontade de apertar e não soltar mais. Ela é uma mulher muito forte, às vezes me pergunto de onde vem tanta força pra lutar, trabalhar todos os dias, sempre deixar as  coisas organizadas. Pergunto-me de onde veio tanta força de vontade para criar 5 filhos sozinha. Sim, sozinha! Mesmo com tantas adversidades que a vida proporcionou, ela nunca deixou de lutar, nunca deixou nada faltar, nunca deixou que desviássemos dos caminhos retos da vida.
A minha mãe é um exemplo a ser seguido. É a melhor mãe do mundo.
Sempre nos defendeu com unhas e dentes. Sempre esteve ao nosso lado mesmo quando estávamos errados. Ela é engraçada quando deve ser, e séria também. É sonhadora, é perfeccionista. Adora todos os seus netos. Quando está perto deles, torna-se uma mãe duplamente, é lindo de ver.

Minha mãe é humilde, é caridosa, sempre ajuda quem precisa que às vezes me irrita. Ela pega minhas roupas que ainda uso sem permissão e leva para os necessitados. rs! Depois diz: - Meu filho, eles precisam mais que você! Minha cuida. E cuida mesmo. De mim. Dos meus irmãos, e até da minha irmã que há 11 anos não mora conosco. Quando fica doente ou precisa, recorre a minha mãe para ir ao Rio Grande do Norte, quem sofre sou eu na sua ausência, rs! Minha mãe é ocupada, ocupadíssima, você não a encontra nas portas falando da vida alheia e dificilmente a vê assistindo novela, isso é ótimo.
Eu tenho orgulho desta mulher, por tudo que ela representa. Que orgulho é ser seu filho. Que presente lindo!
Na verdade no "Dia das mães", nós filhos é que temos que comemorar, nós é que temos o maior presente.
Agradeço sempre ao Senhor pela melhor mãe do mundo.
 
Dona Deusa, você é tudo na minha vida, te amo muito!
Feliz dia das mães.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Demais


Ultimamente venho lendo livros do Caio Fernando de Abreu, seus textos são maravilhosos. Há um destes textos em que ele fala da urgência de algo a ser dito antes que o ônibus chegue e parta, mas aqui não é o caso. Ninguém está partindo, eu estou aqui e você está aí. Tão perto e distantes. Só precisa ser dito. 

Isso tudo deveria ser mais simples, o que é mais raro a gente tem. Eu complico demais, falo de mais, peço demais, reclamo demais, quero demais, espero demais, morro demais.
Sinto saudade, saudade do tempo que se passou, saudade de ontem mesmo...quase sempre eu acordava com o teu bom dia às 5 da manhã, acordava-me para eu ir estudar, quando mais tarde com mensagens, onde mais tarde dormia com as recíprocas frases ecoando nos ouvidos “te cuida, você é muito importante para mim”. Saudade de você mais próxima de mim. Saudades dos sonhos. Saudades de nós dois na mesma sintonia.

Se nossos caminhos realmente forem diferentes, você promete me encontrar no final? Eu estou com muitas saudades.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tentando entender o 'Para Sempre'

Aquilo que eu também não entendo, me faz pensar em você todos os dias. O que é? Não sei dizer. Já sobre a falta que você me faz, eu sei responder: Saudades sinceras. Você me faz sentir saudades. Muitas saudades. Isso é amor? Não sei, hoje eu não sei mais. Nunca soube. Paixão tenho certeza que não é mais. Amizade não é porque eu sei o que é amizade. O que mais há é um mistério em mim. Isso eu não preciso explicar, eu sei o que é.
Mas eu queria entender, como pode ser assim tão para sempre mesmo após tantos anos, ausências e distâncias cada vez maiores? (Aquela que nos causa o caos)  Uma distância que um dia eu amaldiçoei, mas que era necessária e, hoje, é um castigo.

Ps¹: Essa foto não é da série Crepúsculo, é de um filme chamado "Idas e vindas do amor" (recomendo)
Ps²: "A tua ausência me causou o caos" (A Maria Gadú canta isso)

domingo, 20 de março de 2011

Declaração de amor!

Muitas pessoas comparam as flores com as pessoas que amam, por sua beleza, elegância ou até mesmo perfume. O poeta Carlos Drummond de Andrade também fez a sua, eis:


Minha flor minha flor minha flor. Minha prímula meu
pelargônio meu gladíolo meu botão-de-ouro. Minha peônia.
Minha cinerária minha calêndula minha boca-de-leão.
Minha gérbera. Minha clívia. Meu cimbídio. Flor flor flor.
Floramarílis. Floranêmona. Florazálea. Clematite minha.
Catléia delfínio estrelítzia. Minha hortensegerânea. Ah, meu
nenúfar. Rododendro e crisântemo e junquilho meus. Meu
ciclâmen. Macieira-minha-do-japão. Calceolária minha.
Daliabegônia minha. Forsitiaíris tuliparrosa minhas.Viole-
ta... Amor-mais-que-perfeito. Minha urze. Meu cravo-
pessoal-de-defunto. Minha corola sem cor e nome no chão
de minha morte.
  


              Drummond é gênio. Sem mais!

sábado, 12 de março de 2011

(Re)Começo


                                                                                                                  “A gente não pode mudar o início, mas se quiser, a gente pode mudar o final”
Uma história um tanto quanto engraçada pra vocês. Como de costume, desde o ano de 2003 no período do carnaval eu me retiro para acampar (com exceção do ano de 2008) com os meus amigos. Há dois anos atrás, no retiro que foi tido como um dos melhores para mim e os meus amigos, eu via uma senhora que até então era desconhecida por mim como membro da igreja, na verdade eram ela, um menino (seu filho) e uma menina que para mim era a sua filha (acabei me enganando). Até então tudo bem, passou-se este retiro, o do ano seguinte, para chegar o deste ano.
Minha mãe disse uma vez que odiava a família do meu pai, pois todos eram safados, que não ajudavam ninguém e a deixaram na mão no momento em que ela mais precisou. Eu nunca cheguei a conhecer sequer um parente meu até então, eu tenho 21 aninhos, rs. Citava duas tias que entravam nessa lista, a Ana Lurdes (que já morreu) e a Ana Célia. Numa conversa com uma amiga uma vez, ela disse a mim que iria visitar uma amiga chamada “Ana Célia”, que morava em frente ao Erasmo Dias. Meu pai que na maior cara de pau veio na minha casa depois de 20 anos, disse que a bendita Ana Célia morava no mesmo bairro queda gente, eu não quis nem saber, seguindo as idéias de minha mãe, “que vão todos pro inferno”.
Então neste dia, perguntei a minha amiga, qual era o nome completo dessa sua amiga, ela me disse: - Ana Célia PEIXOTO. Deduzi que esta criatura seria parente minha, e numa conversa diretamente, sem que ela soubesse, constatei que a criatura era irmã do meu pai, que freqüenta a mesma igreja que eu, somos da mesma família e não sabíamos. Morri de timidez de contar a ela, mas falei pra minha amiga que imediatamente depois que saí de perto falou a ela. No culto seguinte da igreja, ela veio a mim chorando, me abraçando. Eu sou mais forte pra essas coisas, fiquei foi envergonhado, muita pessoas nos olhavam emocionados. Uma coisa que ela disse mexeu comigo: “Se eu já te amava bastante como irmão, hoje eu te amo muito mais como sobrinho”.
No retiro deste ano foi muito legal, ela é muito carinhosa comigo, me chama de bebê, kkk, tem um filho (o Lucas) que é super gente boa, eu tenho um primo, rs. O único empecilho entre nós (que não interfere em nada) é a minha mãe que a odeia. Quando eu tinha 5 anos elas duas brigaram feio, mamãe bateu nela com um peso de meio quilo. Tenho vagas lembranças dessa época que realmente foi muito difícil pra minha família. Minha tia contou a versão dela, eu entendi, hoje ela é uma pessoa transformada e completamente mudada. Falou-me que pediria perdão por qualquer coisa para minha mãe numa boa. Mas, conversando com minha mãe, não existe dessa de perdão, de recomeço. Minha coroa é cabeça dura.
Acho que mudanças são necessárias na nossa vida quando estas são para o bem de si próprio, ou para outras pessoas. Eu mesmo mudei bastante, dessa vez não esperando mudanças dos outros, mas para mim mesmo, percebi que uma hora ou outra as coisas mudam, basta esperar. Não adianta ser o mesmo e ser infeliz. Minha tia mudou e hoje ela é feliz, eu mudei, e minha felicidade está cada vez mais perto. Eu sei disso!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Profissão: Professor!

Eu estudo desde 1994 e sempre fui um bom aluno, nao é falta de modéstia, e sim pelo que ouço de amigos, professores, pelo que já fiz e conquistei. Se essas pessoas que me conhecem dizem isso, quem sou eu para discordar? Mas, ninguém é perfeito, abusei bastante de minhas peripécias no ensino fundamental e principalmente no ensino médio. Já gritei na frente de diretores, na porta de sala de aula, em sala de aula vazia incomodando professor do lado, pulei em piscina em horário errado enfrentando o vigilante, agredi calouros salientes, desliguei geradores de energia de laboratórios, criei cartazes abonando a conduta alheilha e xinguei professores logo depois correndo para dentro de banheiro, ah, entre outras coisas mais.

Quando a gente é aluno, isso tudo faz parte de nossa vida (isso para os que têm hormônios em fúria), mas, acho que a pior forma de ser um mal-aluno, é quando você de alguma forma desrespeita o professor. Eu já fiz isso bastante ao conversar incessantemente nas aulas, chegando atrasado, não fazendo atividades ou trabalhos propostos e, o pior de todos ao meu ver, colar nas provas. Nunca podia imaginar que alí se encontrava uma pessoa de formação árdua e na maioria das vezes em desespero, são tantas aulas para elaborar e lecionar, atividades e provas para corrigir, situações laborosas para contornar. A mais difícil é conseguir controlar uma sala de aula, com pessoas diferentes agitações diversas.

Não era o meu objetivo, mas desde o ensino médio arquitetava ser um professor, pra tentar mudar aquilo que eu não gostava que os professores faziam. Sempre pensava: "Se eu fosse professor, faria isso assim, asssim, assado", na posição de aluno a gente sabe como é melhor assistir aulas e aprender. E quem diria, hoje eu estou deste lado! A minha primeira vez eu quase morria, mesmo assim me sai bem, palavra dos meus alunos. A turma não era minha, logo, não podia fazer o que eu queria. Agora, sou titular de três turmas, e enfim vou desenvolver minhas habilidades.

Eu não sou chato, sou dinâmico, não sou mal, sou político, não sou emburrado, sou careta. No intervalo não vou para sala de professores, fico com os alunos na turma jogando ou conversando sobre games, filmes ou séries, teve casos que até joguei baralho. ^^ Sei usar das tecnologias da comunicação e não sou uma máquina de conteúdos porque sei que meus alunos não são mecanizados. Contextualizo com tudo e termino minha aula com a certeza plena de que eles aprenderam.

Eu tenho muitas inspirações, do Bandeira: a Norma; Helena, e Nonata, do Liceu: o Eduardo, do CEFET:  o Jorge leão, Marcos Ramon, da FAMA: o Rafael, a Marília, a Eneida e a Luciane. Isso é o que eu quero pra minha vida, já decidi. Um professor-pesquisador de cursos de graduação vai ser o objetivo, com uma bela formação é claro. Espero que Deus continue me abençoando e que tudo possa ocorrer em pleno sucesso, não só para mim, mas para todos. ^^