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Espaço de reflexões e compartilhamento de ideias!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tentando entender o 'Para Sempre'

Aquilo que eu também não entendo, me faz pensar em você todos os dias. O que é? Não sei dizer. Já sobre a falta que você me faz, eu sei responder: Saudades sinceras. Você me faz sentir saudades. Muitas saudades. Isso é amor? Não sei, hoje eu não sei mais. Nunca soube. Paixão tenho certeza que não é mais. Amizade não é porque eu sei o que é amizade. O que mais há é um mistério em mim. Isso eu não preciso explicar, eu sei o que é.
Mas eu queria entender, como pode ser assim tão para sempre mesmo após tantos anos, ausências e distâncias cada vez maiores? (Aquela que nos causa o caos)  Uma distância que um dia eu amaldiçoei, mas que era necessária e, hoje, é um castigo.

Ps¹: Essa foto não é da série Crepúsculo, é de um filme chamado "Idas e vindas do amor" (recomendo)
Ps²: "A tua ausência me causou o caos" (A Maria Gadú canta isso)

domingo, 20 de março de 2011

Declaração de amor!

Muitas pessoas comparam as flores com as pessoas que amam, por sua beleza, elegância ou até mesmo perfume. O poeta Carlos Drummond de Andrade também fez a sua, eis:


Minha flor minha flor minha flor. Minha prímula meu
pelargônio meu gladíolo meu botão-de-ouro. Minha peônia.
Minha cinerária minha calêndula minha boca-de-leão.
Minha gérbera. Minha clívia. Meu cimbídio. Flor flor flor.
Floramarílis. Floranêmona. Florazálea. Clematite minha.
Catléia delfínio estrelítzia. Minha hortensegerânea. Ah, meu
nenúfar. Rododendro e crisântemo e junquilho meus. Meu
ciclâmen. Macieira-minha-do-japão. Calceolária minha.
Daliabegônia minha. Forsitiaíris tuliparrosa minhas.Viole-
ta... Amor-mais-que-perfeito. Minha urze. Meu cravo-
pessoal-de-defunto. Minha corola sem cor e nome no chão
de minha morte.
  


              Drummond é gênio. Sem mais!

sábado, 12 de março de 2011

(Re)Começo


                                                                                                                  “A gente não pode mudar o início, mas se quiser, a gente pode mudar o final”
Uma história um tanto quanto engraçada pra vocês. Como de costume, desde o ano de 2003 no período do carnaval eu me retiro para acampar (com exceção do ano de 2008) com os meus amigos. Há dois anos atrás, no retiro que foi tido como um dos melhores para mim e os meus amigos, eu via uma senhora que até então era desconhecida por mim como membro da igreja, na verdade eram ela, um menino (seu filho) e uma menina que para mim era a sua filha (acabei me enganando). Até então tudo bem, passou-se este retiro, o do ano seguinte, para chegar o deste ano.
Minha mãe disse uma vez que odiava a família do meu pai, pois todos eram safados, que não ajudavam ninguém e a deixaram na mão no momento em que ela mais precisou. Eu nunca cheguei a conhecer sequer um parente meu até então, eu tenho 21 aninhos, rs. Citava duas tias que entravam nessa lista, a Ana Lurdes (que já morreu) e a Ana Célia. Numa conversa com uma amiga uma vez, ela disse a mim que iria visitar uma amiga chamada “Ana Célia”, que morava em frente ao Erasmo Dias. Meu pai que na maior cara de pau veio na minha casa depois de 20 anos, disse que a bendita Ana Célia morava no mesmo bairro queda gente, eu não quis nem saber, seguindo as idéias de minha mãe, “que vão todos pro inferno”.
Então neste dia, perguntei a minha amiga, qual era o nome completo dessa sua amiga, ela me disse: - Ana Célia PEIXOTO. Deduzi que esta criatura seria parente minha, e numa conversa diretamente, sem que ela soubesse, constatei que a criatura era irmã do meu pai, que freqüenta a mesma igreja que eu, somos da mesma família e não sabíamos. Morri de timidez de contar a ela, mas falei pra minha amiga que imediatamente depois que saí de perto falou a ela. No culto seguinte da igreja, ela veio a mim chorando, me abraçando. Eu sou mais forte pra essas coisas, fiquei foi envergonhado, muita pessoas nos olhavam emocionados. Uma coisa que ela disse mexeu comigo: “Se eu já te amava bastante como irmão, hoje eu te amo muito mais como sobrinho”.
No retiro deste ano foi muito legal, ela é muito carinhosa comigo, me chama de bebê, kkk, tem um filho (o Lucas) que é super gente boa, eu tenho um primo, rs. O único empecilho entre nós (que não interfere em nada) é a minha mãe que a odeia. Quando eu tinha 5 anos elas duas brigaram feio, mamãe bateu nela com um peso de meio quilo. Tenho vagas lembranças dessa época que realmente foi muito difícil pra minha família. Minha tia contou a versão dela, eu entendi, hoje ela é uma pessoa transformada e completamente mudada. Falou-me que pediria perdão por qualquer coisa para minha mãe numa boa. Mas, conversando com minha mãe, não existe dessa de perdão, de recomeço. Minha coroa é cabeça dura.
Acho que mudanças são necessárias na nossa vida quando estas são para o bem de si próprio, ou para outras pessoas. Eu mesmo mudei bastante, dessa vez não esperando mudanças dos outros, mas para mim mesmo, percebi que uma hora ou outra as coisas mudam, basta esperar. Não adianta ser o mesmo e ser infeliz. Minha tia mudou e hoje ela é feliz, eu mudei, e minha felicidade está cada vez mais perto. Eu sei disso!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Profissão: Professor!

Eu estudo desde 1994 e sempre fui um bom aluno, nao é falta de modéstia, e sim pelo que ouço de amigos, professores, pelo que já fiz e conquistei. Se essas pessoas que me conhecem dizem isso, quem sou eu para discordar? Mas, ninguém é perfeito, abusei bastante de minhas peripécias no ensino fundamental e principalmente no ensino médio. Já gritei na frente de diretores, na porta de sala de aula, em sala de aula vazia incomodando professor do lado, pulei em piscina em horário errado enfrentando o vigilante, agredi calouros salientes, desliguei geradores de energia de laboratórios, criei cartazes abonando a conduta alheilha e xinguei professores logo depois correndo para dentro de banheiro, ah, entre outras coisas mais.

Quando a gente é aluno, isso tudo faz parte de nossa vida (isso para os que têm hormônios em fúria), mas, acho que a pior forma de ser um mal-aluno, é quando você de alguma forma desrespeita o professor. Eu já fiz isso bastante ao conversar incessantemente nas aulas, chegando atrasado, não fazendo atividades ou trabalhos propostos e, o pior de todos ao meu ver, colar nas provas. Nunca podia imaginar que alí se encontrava uma pessoa de formação árdua e na maioria das vezes em desespero, são tantas aulas para elaborar e lecionar, atividades e provas para corrigir, situações laborosas para contornar. A mais difícil é conseguir controlar uma sala de aula, com pessoas diferentes agitações diversas.

Não era o meu objetivo, mas desde o ensino médio arquitetava ser um professor, pra tentar mudar aquilo que eu não gostava que os professores faziam. Sempre pensava: "Se eu fosse professor, faria isso assim, asssim, assado", na posição de aluno a gente sabe como é melhor assistir aulas e aprender. E quem diria, hoje eu estou deste lado! A minha primeira vez eu quase morria, mesmo assim me sai bem, palavra dos meus alunos. A turma não era minha, logo, não podia fazer o que eu queria. Agora, sou titular de três turmas, e enfim vou desenvolver minhas habilidades.

Eu não sou chato, sou dinâmico, não sou mal, sou político, não sou emburrado, sou careta. No intervalo não vou para sala de professores, fico com os alunos na turma jogando ou conversando sobre games, filmes ou séries, teve casos que até joguei baralho. ^^ Sei usar das tecnologias da comunicação e não sou uma máquina de conteúdos porque sei que meus alunos não são mecanizados. Contextualizo com tudo e termino minha aula com a certeza plena de que eles aprenderam.

Eu tenho muitas inspirações, do Bandeira: a Norma; Helena, e Nonata, do Liceu: o Eduardo, do CEFET:  o Jorge leão, Marcos Ramon, da FAMA: o Rafael, a Marília, a Eneida e a Luciane. Isso é o que eu quero pra minha vida, já decidi. Um professor-pesquisador de cursos de graduação vai ser o objetivo, com uma bela formação é claro. Espero que Deus continue me abençoando e que tudo possa ocorrer em pleno sucesso, não só para mim, mas para todos. ^^

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

(500) Dias Com Ela

Nossa, já faz um tempinho do meu último post, a desculpa de falta de tempo é a mais conveniente agora, que vergonha! O importante é que estou de volta e, para primeira postagem de 2011, escolho falar de cinema já que estou engajado em um projeto científico na área, aproveito este meu (nosso) espaço para praticar a arte da crítica e poética narrativa. Escolhi um filme que recentemente assisti e gostei bastante, uma história que foge da previsibilidade dos clichês, tão discutidos no ônibus durante a viagem ao Rio de Janeiro.

“Esta não é uma história de amor”, alerta, logo de início, a voz misteriosa que narra o filme “(500) Dias Com Ela” ((500) Days of Summer, 2009, dirigido por Marc Webb). Porém, opiniões divergentes à parte, “amor” é exatamente o que Joseph Gordon-LevittZooey Deschanel inspiram ao longo de toda a trama. Amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor...
Tom Hansen (Joseph), um redator de cartões comemorativos, sabe que a nova assistente do seu chefe, Summer Finn (Zooey), é “a certa” assim que a vê pela primeira vez. Ele, um românico incurável, busca incansavelmente a mulher da sua vida, enquanto Summer, desde criança, é uma descrente no amor. E apesar de tantas diferenças, eles acabam embarcando em um divertido e cativante relacionamento.

Nos primeiros meses, os dois protagonistas vivem o momento “conto de fadas”. Passeios. Risadas. Afinidades. Beijos. Sexo. Entretanto, como em 95% dos relacionamentos reais, a fase colorida dura pouco e a rotina assume o controle, pontuando o término da relação. O tempo passa, mas Tom não consegue esquecer Summer. Ele ainda a ama e espera que os dois possam reatar a qualquer momento, até descobrir que ela está noiva.

Desmotivado com tudo o que o cerca, ele mergulha em uma depressão profunda, quando, a partir da desilusão, do sofrimento e das lembranças constantes de Summer, ele se redescobre e ganha um novo motivo para seguir em frente: sua carreira. Algum tempo depois, Tom reencontra a antiga namorada, que está casada e feliz. Summer não é mais a mesma garota, agora ela acredita no amor. Tom, por outro lado, perdeu parte do seu romantismo e passa a considerar que, talvez, o sentimento não passe de pura ilusão. Mas se engana, entretanto, quem pensa que o propósito, como provoca o narrador, é mostrar que o amor verdadeiro não existe.
História triste? Sim, mas cômica, também. “(500) Dias Com Ela” está longe de ser um filme estilo dramalhão, cheio de falas de efeito e lágrimas descontroladas.  As cenas de Tom e Summer são, em sua maioria, engraçadíssimas e, além de bem pensadas, anulam a atmosfera tensa dos acontecimentos. A interpretação de Zooey é tão boa que, em alguns momentos, as falas viram apenas adereço para expressões faciais simples, mas que levam o público às gargalhadas. Além disso, o enredo ainda conta com os conselhos criativos que Tom recebe de seus dois melhores amigos, McKenzie (Geoffrey Arend) e Paul (Matthew Gray Gubler), e, principalmente, de sua irmã caçula, Rachel (Chloe Moretz), uma garotinha simplesmente encantadora.

A arquitetura de Tom está presente durante todo o filme, em imagens e cenários fantásticos, que o acompanham da alegria extrema à tristeza absoluta. Outro ponto positivo é a ótima trilha sonora, que se encaixa perfeitamente nos personagens. Além de “There Is A Light That Never Goes Out” e “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”, dos Smiths, destaque também para “Sweet Diposition”, da banda australiana The Temper Trap, “Us”, de Regina Spektor e “Quelqu’um M’a Dit”, na voz maravilhosa de Carla Bruni.  
“(500) Dias Com Ela” é um filme especial, uma das obras mais bonitas já criadas acerca do amor, pois foge da previsibilidade. São 500 dias aleatórios e não-lineares da vida de um casal, do início ao final. Situações reais que fazem parte do nosso cotidiano, e nãoabordagens fantasiosas, cheias de promessas eternas, príncipes e princesas. Acompanhar a história de Tom e Summer é como se enxergar através de um espelho e, no fim, a sequência de fatos vai contra tudo o que as aparências sugerem e mostra que o amor verdadeiro e a pessoa certa existem, sim. Você só precisa procurar bem. Ou esperar e ser encontrado.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ao Papai Noel


Querido Papai Noel, quero dizer, só Papai Noel, afinal nós nem somos íntimos. Na verdade nunca fui íntimo de você, nem do Coelhinho da Páscoa, nem de coisa alguma que lembre presentes ou doces. O Natal ainda não chegou, mas você não vai se incomodar de fazer hora extra pra mim. Logo eu, que fui um ótimo menino-homem este ano. Pouco me importam seus critérios para avaliar isso, dou na sua cara se discordar de mim. Um velho ridículo e acomodado que passa o ano ausente e volta em dezembro como celebridade instantânea não tem moral pra discutir comigo. Me diz aonde você se escondeu por tanto tempo. Pelo visto não estava num spa (fica o conselho). Você não é aquele rapaz com uma barba postiça e uma roupa ridícula no Rio Anil Shopping tirando fotos com criancinhas ingênuas, né? Olha, a sociedade mais cedo ou mais tarde vai cansar dessa sua cara e vermelho não será a tendência do verão.

Você provavelmente vai entrar em extinção como os outros habitantes do Pólo Norte (mas calma, se acreditam que você existe vão acreditar que o capitão planeta vai salvar o Planeta também, você ainda tem uma chance). Ficou sabendo o que rolou esse ano? Ah, se atualiza né. Nada demais, uma mulher-homem venceu as eleições para presidente, não é maneiro? (eu sei Noel, também achei que isso já tivesse acontecido, mas agora foi de verdade), o demônio continua governando nosso estado Noel, mais quatros anos (o Sarney não vai largar o osso, não seja inocente, a criança sou eu), os DEModês e os Tucanos estão fazendo um ótimo governo (bobagem Noel, aquilo em SP acontece sempre, eles não têm culpa, a culpa é da chuva, essa canalha). Ah! O Rio mais parece um inferno, peraí, seria lá que deveria governar os sarneys, errado? Não vou lhe falar dos terremotos ou das enchentes, são tantas, notícias policiais também não, espero com fatos que os adjetivos podem mudar de níveis, bem como hoje nós temos inegavelmente o melhor presidente da História do Brasil, foi bom enquanto durou.

Por hoje é só viu Papai Noel, não tenho nada para pedir. Isso vou deixar para meus esforços. Pode relaxar e gozar, curta suas férias prolongadas.

sábado, 13 de novembro de 2010

Qual é o seu mundo?


Bom dia, boa tarde, boa noite São Luís. Na terra dos preguiçosos o tempo prega peças em você. Um dia está sonhando, no próximo, o sonho se torna realidade. Minha infância era a melhor época se alguém tivesse me dito pelo menos que acabaria. Erros foram e são cometidos, corações partidos, severas lições aprendidas. Minha família continua ao meu lado, enquanto eu me afogo em mundo de atitudes insensatas. Não sei como cheguei aqui, mas aqui estou eu, apodrecendo sob o sol quente de São Luís. Há coisas que eu preciso aprender, que preciso entender, por minha mãe pelo menos. O relógio está correndo, o buraco está alargando, eu sei que ela sempre me amará não importa o que, pois no final do dia, é tudo por ela. Eu só queria entender qual é o meu mundo.

Este fragmento está contido na minha agenda/diário, escrevi dia 13 de agosto.

Qual é o seu mundo? Perguntei para umas pessoas no MSN e longe da minha realidade elas responderam, preservei cada detalhe das respostas delas:

Gabrielle Rocche diz:
*meu mundo ... é um mundo onde sempre existe oportunidades pra ser feliz ... é onde todo esfoço tem seu valor.. onde .. hm .. o amor .. embora dificil e complicado .. é possivel ..  onde o conhecimento é a força .. a leitura é o poder!
Onde as pessoas podem mudar ! ONDE NADAÉ ETERNO MAS TUDO É POSSIVEL QUANDO QUEREMOS TORNAR POSSIVEL!
É ONE NAO EXISTE ESPAÇO PARA MODISMO, ... MEU MUNDO NAO É NADA DE MAIS .. MAS É ISSO

Fernanda Dayane diz:
cheio de dúvidas, busca, imprevisível e dele só espero..ser feliz(o meu mundo particular), o mundo em sociedade depende dos indivíduos, espero sei lá..a consciência política, econômica, social adquirida, em especial, com a educação possa melhorá-lo. Mas, ao mesmo tempo, eu vejo o mundo hj como uma "terra de gigantes" como nakela música de engenheiros...rsrs,com muita gente parada(inclusive euuu) presa, acostumadaa a uma realidade e acreditando q tudo ta perdido...

E você leitor, quais são suas perspectivas para a vida, qual é o seu mundo?