Entre, puxe uma cadeira e sinta-se em casa

Espaço de reflexões e compartilhamento de ideias!

domingo, 7 de novembro de 2010

Eu me nego a acreditar...

Daniel, eu me nego a acreditar que você se foi, ontem mesmo nós conversamos mano, tu estavas todo contente e feliz, como poderia ter ido pra tão longe?
Ontem mesmo você botou para eu escutar no seu celular músicas de Angra mano, no volume máximo. E aquela declaração do falso-pastor que você gravou no seu celular? Temos que tomar cuidado né? 
Tá todo saidinho porque tá no quartel, ganhando uma boa grana, realizando seus sonhos, milagre te encontrar no ônibus, só quer saber de carro agora, kkk aliás, cadê? Já comprou o seu?
O coração tá batendo forte  que eu sei, encontrou a princesa da sua vida, muita felicidade mano, eu sei que você tem grandes planos para com ela. Olha só, enquanto digito tá tocando Nirvana, a banda que você mais gosta, foi tu que fizestes eu gostar dessa banda, me emprestou o cd deles, eu adorei, =)
Hoje você é um cara completamente eclético, escuta do Rap ao forró, do Rock ao axé, não tem tempo ruim pra ti mano, kkkk

Eu me lembro do primeiro dia que falei com você, no Bandeira Tribuzzi, eu era o aluno novato que não tinha uniforme da escola, usava ainda uniforme do Pituchinha, você e o Paulo Victor me chamaram de "nova aluna" e riram de mim, eu com medo de vocês e não entendendo nada, fiquei caladinho na minha. Logo depois vocês vieram falar comigo, tornaram-se os meus melhores amigos.

Dois fatos que marcaram minha vida ao seu lado: o primeiro quando fazíamos a primeira série, você já como meu amigo, me chamou pro lanche, eu não tinha dinheiro, você sim, pegou sua cédula de um real que ganhou do pai e comprou todinho de cocada que dona Martinha fazia, eu não entendi o porquê de tantas cocadas, perguntei pra você e tu respondestes: - essas cocadas são pra selar nossa amizade, um pedido de desculpa por rir de você. Talvez por ter 7 anos apenas mano, eu nao tenha dado importância, mais na frente me lembrei disso e vi que aquelas cocadas selariam uma amizade que já dura mais de 10 anos.
O segundo fato foi na terceira série, ano de 1999, a diretora chata e exigente da escola ordenava que todos os alunos usassem meias pretas, um dia nós fomos barrados e obrigados a voltar pra casa, no caminho reclamava que eu não ia mais pra escola pois não tinha meias pretas porque mamãe não compraria, meu Deus que pobreza né? kkk Você me levou pra sua casa e me deu um par de meias pretas novinho e disse: "se tu não for pra escola quem vai ser meu amigo?" Até hoje tu joga na minha cara essa estória, mas eu não esqueço, muito legal de sua parte.

Tu sempre foi feliz, risonho, comunicativo, maluco, metido a cantor, estudioso, forte, um grande amigo. Você tem uma bela família, seu Daniel sempre sério, Wendel trombonista e Luan trompetista, os músicos da casa, muito legais, você tem uma mãe maravilhosa, Dona Francisca que sempre me acolheu como um filho de braços abertos, dizia que se orgulhava de mim da mesma forma que uma mãe diz ao filho. Não consigo entender como você foi, por que foi. Você nem se despediu, aquela poesia no seu orkut dizia alguma coisa? Tu nem gostava de poesias mano, nem vem com essa.

Por que essas lágrimas agora? Eu sempre vou recusar a aceitar essa condição. Eu sei que você tá aqui! Eu era o seu melhor amigo naquela escola, hoje você tem tantos mano, pessoas que te amam muito, tu se tornou um grande homem que com seu sorriso franco, cativa qualquer um. Eu sei que eu vou te encontrar de novo mano, eu te amo cara, fica com Deus! :(

sábado, 23 de outubro de 2010

Como dizia o poeta...


Ao som de "Conversa de botas batidas", do Los Hermanos, posto esse poema-reflexivo do Vinicius de Moraes e faço algumas considerações. Conheci através de meu grande amigo Antônio José que, na II Balada Literária da Fama, declamou com maestria. Não consegui postar o vídeo da apresentação dele no youtube, vou ficar devendo essa, mas, apreciem:

 Como dizia o poeta

Quem já passou por essa vida e não viveu,
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.

Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não.

Não há mal pior do que a descrença,
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão.

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair.
Pra que somar se a gente pode dividir.
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer.

Ai de quem não rasga o coração,
Esse não vai ter perdão.
Quem nunca curtiu uma paixão,
Nunca vai ter nada, não.

"A vida só se dá pra quem se deu". Esse é o poema que faz alusão a toda forma de vida, estabelecendo, principalmente, uma ligaçao, conexão entre o prazer, o sofrimento, e o que tudo isso traz para nossas vidas. E realmente, o que seria de nós sem todas as experiências que vivenciamos?  "Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não". Até mesmo aqueles que se dizem solitários e preferem essa condição já amaram alguém, já se entregou a uma paixão. "Pra que somar se a gente pode dividir." Antes de ter lido essa parte, já trazia comigo essa filosofia, de poder compartilhar os valores e sentimentos com as pessoas. E, por fim, lendo a última estrofe lembrei-me de um texto da Marta Medeiros que fala sobre se entregar à vida, ela cita o piruá, resto do milho de pipoca que não reage ao calor, ela compara o piruá às pessoas. Gente que não reage ao calor, que não desabrocha. Fica ali, duro, triste e inútil pro resto da vida. Não cumpre sua sina de revelar-se, de transformar-se em algo melhor. Não vira pipoca, mantém-se piruá. 

Espero que tenham gostado do poema, espero que tenham gostado ^^.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Carrega tua cruz Barrabás!

 "Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá."
(Gonçalves Dias)

O fragmento matriz deste post, a Canção do Exílio, é uma das poesias mais conhecidas nacionalmente, foi produzida em 1843, no primeiro momento do movimento romântico brasileiro, onde é considerada a primeira poesia que fala de amor ao Brasil. Foi feita quando Gonçalves Dias se encontrava exilado em Portugal em um momento de euforia pelo fato do Brasil ter se tornado independente em 1822. Completamente ufanista, Gonçalves Dias, feliz pela libertação do Brasil da familia imperial e com saudade da terra amada a descreve nessa linda canção.

Fico pensando, como Gonçalves Dias retrataria a sua terra hoje se houvesse uma libertação do comando da Família Sarney?

Faz um bom tempo que os sabiás não cantam nada nesta terra, os carcarás sim, estes cantam há bastante tempo. Estivemos perto de mais uma vez conseguir a liberdade das garras do mal que assola nosso estado, mas, 0,08% foi o que impediu, que tristeza! Mesmo com todos os esforços, com a luta, com as campanhas e movimentos, a ignorância da população prevaleceu. A escolha de continuar vivendo na miséria, no açoite, das greves, da falta de tudo, a escolha por um Maranhão pior. Era difícil vencer, o lado do satã sempre foi forte financeiramente e isto ajudou em muita coisa. O Maranhão continuará pelo menos por mais 4 anos se sujeitando aos comandos da Oligarquia. Continuaremos a aparecer no cenário nacional como a escória do país, o Afeganistão brasileiro, o mais pobre, o que tem as piores escolas, etc...

Parabenizo aqui o candidato que eu escolhi, pela campanha limpa, pelo esforço de mesmo sem dinheiro pra campanha, dar trabalho e fazer o lado ruim tremer de medo. Pela visão de futuro e por não se calar em nem um momento para os gigantes. Pelo ótimo debate, por ter dado o seu melhor, perdemos uma batalha, a guerra continua. Ao movimento #ForaRoseanaSarney meus parabéns pela força, pela luta e dedicação no engajamento para um Maranhão melhor, estamos de luto hoje, não sempre. Aos 50,08% que elegeram a filha de bigode, meus pêsames, vocês foram mais fortes e agora aguentem as consequências. 

 
Carrega tua cruz Barrabás!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Perfeito

                                                        

                                                  "... Meu irmão diz
que não tenho jeito mesmo,
porque não sinto o prazer dos outros na
água do açude,
na comida, na manja,
e procuro inventar um prazer
que ninguém sentiu ainda.
Ele tem experiência de mato e de cidade,
sabe explorar os mundos, as horas.
Eu tropeço no possível,
e não desisto de fazer a descoberta
do que tem dentro da casca do impossível.
Um dia descubro.
Vai ser fácil, existente,
de pegar na mão e sentir.
Não sei o que é.
Não imagino forma, cor,
tamanho, nesse dia vou rir de todos.
Ou não.
A coisa que me espera,
não poderei mostrar a ninguém
Há de ser invisível para todo mundo, 
menos para mim
que de tanto procurar fiquei com
merecimento de achar e direito de esconder."
(Carlos Drummond de Andrade)

Estudar Drummond, poesia, deu nisso. Amo!

domingo, 5 de setembro de 2010

O que mais pode ser?

Perguntei pra uma amiga minha: - Você ama seu namorado? Ela: Eu não.
Perguntei pra uma outra: - Você ama seu marido? Ela: Amo nada.
Fiquei intrigado com tamanhas respostas, uma percebe-se até no jeito de se vestir e maquiar que se arruma para o namorado, fica nervosa, essas coisas de menina que tá apaixonada, a outra já tem até filho com o marido. Será que o sentimento maior em ambos os casos foram esquecidos? Tenho certeza que não, só não querem admitir pra si mesmas que a coisa existe, talvez por medo dessa pós-modernidade que banalizou o amor. Nesse caso, acho que a idealização da pessoa amada virou algo pessoal, egoísta. Será que o amor não é sempre um amor narcísico?

Ultimamente na faculdade estou estudando muito sobre o amor, as discussões estão interessantíssimas. Há quem diga que a culpa dessa falta de amor seja dos homens, o filósofo alemão Artur Shopenhaum concorda com isso e ressalva que o homem é puramente instinto, animalesco por sinal. Diz que só há uma união de dois seres de verdade quando um ser ainda é feto, e o casamento acaba com qualquer forma de amor. Concordo em parte. Me pergunto se a gente ama de verdade? Afinal o que é o amor? No rastro da sexualidade caminha o amor ou, como queiram, no rastro do amor caminha a sexualidade. Assim como a meta da pulsão é satisfazer-se a meta do amor é encontrar-se.

É, os exemplos que temos hoje de casais que se conheceram, namoraram, casaram e hoje são felizes são raros, mas, ao meu ver, não é motivo para se desacreditar no amor e abster-se dele, tenho pensamento formado sobre o mesmo e eu vou continuar sempre acreditando. Paz e principalmente Amor à todos!

Ps: Há uma música muito legal de uma banda chamada Velhas Virgens, "Amor é outra coisa", vale a pena ouvir, eles conceituam o amor de maneira cômica.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Qualquer um pode ver....

...que só terminou pra você.



Essa saudade eu sei de cor...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu não quero mais ficar só


"Todas as pessoas são feitas de todas as outras pessoas."
Augusto de Franco

"Par perfeito não existe. Existem pessoas imperfeitas que aprendem a gostar das diferenças umas das outras."
Miguel Fallabela

"A maior perda é a das coisas que nunca tivemos."
Mauro Mota

Às vezes eu acho que vim de outro planeta. Deve ser por isso que, antes de me dar conta, eu gostei de ti. Estranho e bonito a sua maneira. E não foi nada, mas mudou tudo. Sentir o seu cheiro no meu travesseiro, entender sua linguagem de cinema mudo, inventar opostos simétricos em discussões e dialéticas, silêncio em efeito. Parte do princípio da realidade, entender a minha ansiedade de partir no mundo, nada mais é que o desejo de (não)encontrar aquilo ou alguém a quem eu possa pertencer.  Não sei mais o que eu quero. Eu te disse. Mas eu sempre soube o que eu mais queria e nunca conseguia. A gente só se reconhece pelo outro. Descobriste em mim coisas desconhecidas. Foi natural, te querer só para mim, arte da minha vaidade. Eu sou a pessoa mais egoísta do universo e como você é inteligente e racional, já tinha sacado o final, antes mesmo das luzes se acenderem. Acho que entendi alguma coisa. Quando a gente não quer que acabe, não consegue dizer tchau.

Eu não quero mais ficar só.